Quando falamos em “idioma em desuso”, é aquele que está deixando de ser falado pelas novas gerações. Sabe quando os avós ainda falam, mas os netos preferem usar a língua oficial do país ou uma língua mais popular? Pois é. Aí o idioma vai morrendo aos poucos, junto com toda a bagagem cultural que ele carrega.
Ainu (Japão)
No norte do Japão, o Ainu é falado por pouquíssimas pessoas — a maioria já bem idosa. Apesar de alguns esforços de revitalização, o idioma corre risco sério de desaparecer de vez.
Bretão (França)
Falado na região da Bretanha, no noroeste francês, o Bretão vem perdendo espaço para o francês há décadas. Hoje, é difícil encontrar jovens que falem o idioma com fluência.
Yuchi (Estados Unidos)
Nos EUA, o Yuchi sobrevive com menos de 10 falantes fluentes — todos idosos — na região de Oklahoma. As tentativas de manter a língua viva esbarram na falta de falantes jovens.
Manchu (China)
Antigo idioma da dinastia Qing, o Manchu quase não é falado mais. A maioria dos descendentes fala apenas mandarim e o idioma é mantido basicamente por estudiosos.
Ayapaneco (México)
Esse aqui ficou famoso por ter apenas dois falantes que — pasmem — não se falavam. Apesar das piadas, o Ayapaneco continua em risco, apesar de algumas iniciativas de ensino.
Conclusão
A perda de um idioma não é só uma questão de comunicação — é a perda de uma forma única de ver o mundo. Junto com a língua vão-se histórias, músicas, crenças, receitas e até conhecimentos sobre plantas e animais.
Preservar essas línguas é valorizar a diversidade cultural e dar voz a povos que, muitas vezes, foram silenciados ao longo da história.
A gente sabe que nem sempre é fácil manter viva uma língua minoritária, mas cada palavra preservada faz diferença. A diversidade linguística é um tesouro que não pode desaparecer sem luta.
E aí, você conhece alguma língua em risco? Conta pra gente nos comentários!